sábado, 23 de outubro de 2010
quarta-feira, 29 de setembro de 2010
Já pensou num selo com a sua foto? Custa R$ 2,50
O modelo tem duas imagens: um selo postal e uma foto, impressa em forma de selo, escolhida pelo cliente. De 2003, quando o serviço passou a ser oferecido pelos Correios, até 2009, foram produzidos 2 milhões de selos personalizados.
Um dos modelos disponíveis no site (www.correios.com.br) é o de um par de alianças. A advogada Mônica Martins, de 30 anos, soube do serviço pelo pai, o filatelista Braz Martins Neto. Quando ela se casou, em 2005, ele sugeriu que Mônica fizesse o selo para enviar aos convidados no cartão de agradecimento.
"Fiquei meio receosa de ficar brega, mas no fim ficou legal. Muita gente não achava que era de verdade o selo, não reparava no carimbo do correio", conta Mônica. Um ano e meio depois, sua irmã Patricia, de 32, seguiu o exemplo e fez um selo com a foto do seu casamento. "Acho que quem não é filatelista nem sabe que há essa opção, até porque é cada vez mais raro mandar carta pelo correio", opina Mônica.
A consultora de casamentos Fernanda Floret , de 32 anos, encomendou o selo para sua cerimônia, há dois anos. "Usei nos convites que iam para fora de São Paulo, que não poderia entregar pessoalmente", lembra Fernanda, que também o enviou para agradecer as presenças. "O pessoal adorou. É engraçado porque o serviço existe há bastante tempo, não é caro, e muita gente não conhece. É um detalhe charmoso que faz a diferença."
A gerente da agência filatélica dos Correios em São Paulo, Juliana Marcondes, de 25 anos, também usou o selo para registrar o casamento. "Achei que seria uma lembrança para a cerimônia ficar marcada para sempre."
Para quem ainda não vai casar, mas quer surpreender o namorado, há o modelo "Romance".
Lançado dia 07/09/10

Os países-membros da UPAEP – União Postal das Américas Espanha e Portugal realizam, desde o ano de 1989, a emissão de selos denominada Série América, que tem como objetivo integrar e difundir a variada realidade dos povos que compõem a região da UPAEP. Neste ano, os países divulgam seus Símbolos Nacionais e os Correios sentem-se honrados em divulgar os símbolos pátrios oficiais, ressaltando a importância de cada um, e reavivando o dever de civilidade e patriotismo de cada brasileiro.
Os Símbolos Nacionais, extremamente importantes para a Nação, representam o País no seu âmbito e fora do território nacional. Nossos símbolos são definidos pela Lei 5.700, de 1º de setembro de 1971, que dispõe sobre a forma e a apresentação dos Símbolos Nacionais, bem como dá outras providências. O seu uso em cerimônia, documentos oficiais, eventos e localidades oficiais exigem todo o respeito que se dirige à Nação.
São os Símbolos Oficiais da República Federativa do Brasil homenageados nos selos: as Armas Nacionais, a Bandeira Nacional, o Selo Nacional e o Hino Nacional.
Bandeira Nacional: constitui um passado histórico que condensa dados e fatos que devem ser conhecidos por todos. Trata-se, praticamente, do primeiro símbolo apresentado, quer no conhecimento escolar, quer no conhecimento empírico. Projetada por Raimundo Teixeira Mendes e Miguel Lemos, com desenho de Décio Vilares, sua base, o retângulo verde, traz sobreposto o losango amarelo que tem, ao centro, a esfera azul celeste com a faixa branca em sentido oblíquo e descendente com a legenda “Ordem e Progresso”, inspirada no positivista Augusto Comte, que, como uma “divisa”, compõe a representação do céu do Rio de Janeiro, no dia 15 de novembro de 1889, em que as estrelas simbolizam os Estados que formam a União. A versão atual foi inspirada na Bandeira da época do Império, cujas cores recordam o verde das florestas, o amarelo os minérios, e o azul, o céu. Todo brasileiro deve reverenciar a Bandeira Nacional, que tremula em eventos oficiais variados, nas escolas e competições desportivas, como referência à presença do Brasil. Em cumprimento ao Artigo 12 da Lei Nº 5.700, de 1 de setembro e 1971, “a Bandeira Nacional estará permanentemente no topo de um mastro especial plantado na Praça dos Três Poderes de Brasília, no Distrito Federal, como símbolo perene da Pátria e sob a guarda do povo brasileiro”.
Armas Nacionais: ou Brasão Nacional, idealizado por Artur Sauer e desenhado por Luis Gruder, apresenta diversos elementos na sua composição, ricos no seu significado como: o escudo, a espada, as estrelas, os ramos de café e de fumo, o ouro e a prata aplicados. A data que aparece nas Armas é a da Proclamação da República. É de uso obrigatório em vários edifícios e casas dos governos federal, estadual e municipal, impondo respeito e sobriedade. A composição dos elementos no Símbolo é de tamanha especificidade que merece ser conhecida por todos os brasileiros.
Selo Nacional: usado para autenticar atos governamentais, diplomas e certificados expedidos pelos estabelecimentos de ensino, oficiais ou reconhecidos, e a sua impressão simboliza a veracidade, o compromisso e o respeito. Sua imagem compreende a reprodução exata da esfera da Bandeira Nacional, com as estrelas e a faixa com a legenda “Ordem e Progresso”. Nas circunferências concêntricas ao seu redor são gravadas as palavras: República Federativa do Brasil.
Hino Nacional: fatos históricos relevantes inspiraram a beleza e a riqueza de conteúdo do Hino Nacional Brasileiro, música de Francisco Manuel da Silva e letra de Joaquim Osório Duque Estrada. O Hino Nacional tem sua particularidade: a música foi escolhida, e oficializada pelo Decreto º 171, de 20 de janeiro de 1890, e a letra pelo Decreto Nº 15.671, de 6 de setembro de 1922. Foi preciso todo esse espaço de tempo para que tão grande obra pudesse se completar. Ao ser entoado, cada coração brasileiro sensibiliza-se, ao tempo em que se manifestam sentimentos de amor, de respeito e de compromisso.
“...Terra adorada,/Entre outras mil,/És tu, Brasil,/Ó Pátria amada!/Dos filhos deste solo és mãe gentil,/Pátria amada,/Brasil!”
Comemora-se em 18 de setembro o Dia dos Símbolos Nacionais.
Sobre o Selo
Os selos retratam, em uma perspectiva dinâmica, sobre um fundo dourado que exalta sua importância, os quatro símbolos nacionais do Brasil, de grande valor institucional, reconhecidos e valorizados pela população: as Armas Nacionais (com perspectiva em relevo), a Bandeira Nacional (vista tremulando), o Selo Nacional (sobre um lacre na cor vermelha) e o Hino Nacional (com o pódio, a partitura e a batuta). No canto direito de cada selo a logomarca da União Postal das Américas, Espanha e Portugal – UPAEP. Foram utilizadas as técnicas de desenho e computação gráfica.
Código de comercialização: :852008678
Revista COFI Grátis

Revista COFI - Destaques da Edição 215
Postado por : Correios
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Leia na edição 215 da Revista COFI:
- Entrevista com Samuel Napchan, o filatelista que doou sua coleção de selos sobre Israel aos Correios do Brasil, durante cerimônia do Dia Mundial dos Correios, em Brasília.
- Conheça mais sobre o projeto Postcrossing, que vem reunindo milhões de pessoas em torno da troca mundial de cartões-postais.
- A Filatelia brasileira se destaca em Évora (Portugal) na Lubrapex 2009, a mais antiga exposição binacional do mundo.
- Colecionadores de selos de todo o Brasil se encontram em Fortaleza durante a Nordex 2009.
- Os Correios da América, Espanha e Portugal discutem Filatelia em Montevidéu.
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Criada em janeiro de 1977, a Revista COFI é uma das mais completas publicações sobre Filatelia do Brasil. Premiada internacionalmente, é editada, publicada e distribuída pelo Departamento de Filatelia e Produtos dos Correios, caracterizando-se como uma importante fonte de informação para filatelistas e colecionadores, sendo utilizada também como instrumento de educação nas escolas.
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Com tiragem de 25.000 exemplares e periodicidade trimestral, a Revista COFI é distribuída gratuitamente. Para obtê-la basta enviar um e-mail para revistacofi@correios.com.br ou carta para Edifício Sede da ECT, SBN, Quadra 1, bloco “A”, cep 70002-900 – Brasília-DF, com nome, endereço completo, telefone, data de nascimento e CPF.
domingo, 22 de agosto de 2010
História do selo da abertura dos portos C-8 de 1908

A abertura dos Portos brasileiros às nações amigas (principalmente à Grã Bretanha) foi promulgada por meio de uma Carta Régia, pelo príncipe regente, D. João, em 28 de janeiro de 1808. O decreto foi assinado quatro dias após a chegada da Família Real e da Corte portuguesa a cidade de Salvador, na Capitania da Baía de Todos os Santos. A antiga sede da Colônia foi a primeira escala da esquadra, que tinha como destino a cidade do Rio de Janeiro (sede da Colônia).
A transferência da família Real e da Corte portuguesa para o Brasil foi motivada pelo avanço das tropas de Napoleão em direção a Lisboa, em meio a Guerra Peninsular.
Antes da abertura dos Portos, os produtos que saiam do Brasil passavam, obrigatoriamente, pela alfândega em Portugal, assim como os produtos importados a serem enviados para a Colônia. O Pacto Colonial garantia a Portugal o monopólio do comércio exterior da Colônia. Nada se comprava ou vendia na Colônia sem passar antes por Portugal.
A decisão de D. João foi festejada pela população por anos, apesar de tal decisão, na verdade, ter sido tomada por necessidade e conveniência. Com a transferência da Família Real para o Brasil, e com Portugal nas mãos de Napoleão, o comércio com os demais países precisou ser feito sem intermediários. Mesmo porque, a família Real estava falida, e sua sobrevivência dependia da venda das riquezas extraídas e produzidas em solo brasileiro.
Nesse mesmo ano, outra medida foi festejada pela população, sobretudo pelos comerciantes locais. Em 1º de abril, D. João assinou um alvará que revogava um antigo, de 1785, que proibia a instalação de manufaturas na Colônia.
Por dois anos, os Estados Unidos foram os maiores beneficiados pela abertura dos portos. No entanto, em 1810, Portugal e Grã Bretanha assinaram o Tratado de Cooperação e Amizade (oficialmente “Treaty of Cooperation and Friendship”), que continha regras de aliança e amizade, e de comércio e navegação. Com esse tratado, a Grã Bretanha passou a ser o país mais beneficiado pela abertura dos portos brasileiros, inclusive no que diz respeito às tarifas alfandegárias.
A abertura dos Portos no Brasil, assim como o Tratado de 1810, com a Grã Bretanha são um marco na história do liberalismo econômico.
Esse foi o primeiro passo para que o Brasil deixasse de ser Colônia de Portugal, o que foi oficializado em 1815, quando o Brasil foi elevado à categoria de Reino Unido a Portugal e Algarves.
sexta-feira, 20 de agosto de 2010
Como começar a colecionar selos ?
Bom amigos, sei que será a segunda vez que coloco este tema aqui no blog, mas é que eu achei muito legal oque foi colocado no site dos nossos amigos filatélicos http://www.clubefilatelicodobrasil.com.br/ espero que gostem, o objetivo deste post não é copiar matérias e artigos, mas sim difundir a vontade de iniciar este fantástico hobby.
Maneiras baratas de começar uma coleção.
Se você começou recentemente a colecionar selos, ou estiver pensando em fazê-lo, você pode querer saber como começar sem gastar muito com esse passatempo. Será possível começar uma coleção com recursos financeiros limitados?
É claro que sim! É possível começar mesmo não tendo nenhum dinheiro disponível para usar com a coleção? Onde podemos encontrar selos baratos?
Se você pretender colecionar selos recentes, do Brasil ou de outras partes do mundo, usados ou não, existem algumas oportunidades boas de você conseguir iniciar sua coleção a baixo custo. Os selos usados podem ser colecionados, têm valor, e podem não lhe custar nada. Muitos colecionadores colecionam somente selos usados. Outros, preferem colecionar tanto os usados como os novos (sem uso, não utilizados para pagamento de franquia do correio). Outros optam por colecionar selos apenas de um país ou de alguns poucos países. Alguns colecionadores preferem colecionar por temas (trens, animais, esportes, por exemplo). Enfim, há toda uma variedade de tipos diferentes de coleções.
Selos postais usados aparecem em nossas (e de nossos vizinhos) caixas de correio, e, em geral, serão descartados pelos não colecionadores. Assim, o primeiro lugar para procurar por selos, é sua própria caixa de correio! Não desanime quando você observar que muitos remetentes usam franquias, autômatos ou porte pago em seus envelopes. Em geral, isso permite ao remetente ganhar tempo ou baixar seu custo de envio. Você vai ver entretanto, que ainda são muito usados tanto os selos ordinários (regulares sem tiragem pré-definida), quanto os comemorativos. É a partir desse material que você vai poder iniciar sua coleção.
Passos para começar a Coleção
1) Você pode começar solicitando àqueles que lhe remetem correspondência que usem selos comemorativos e/ou ordinários em suas cartas. Os selos comemorativos são em geral emitidos para comemorar acontecimentos, lugares, ou eventos importantes ou ainda para homenagear pessoas dos mais variados ramos da cultura, ciência política, etc. Estes selos são impressos em quantidades fixas e, por vezes, reduzidas, (quando comparadas aos selos ordinários) e são geralmente mais interessantes para os colecionadores. Muitas pessoas se recordarão de seu pedido e quando se dirigirem ao guichê dos correios para portear uma carta para você ou sua família, perguntará pelos selos comemorativos e os estampará nas cartas.
2) Os vizinhos, os amigos e os parentes são uma outra boa fonte dos selos. Peça para que eles guardem os envelopes e/ou os selos para você. A maioria das pessoas, se solicitadas, terão prazer em guardar para você o material de que você precisa. Escreva para pessoas de outros estados e países e sugira trocar correspondência com elas, ou mesmo trocar selos com elas. Essa pode ser uma boa fonte de material, além de proporcionar a alegria de fazer novas amizades.
3) O correio do escritório de trabalho das pessoas de sua família e amigos pode ser uma fonte excelente de material. Um escritório de pequeno porte recebe em torno de 20 a 30 correspondências por dia e em geral os envelopes são jogados fora com o precioso material de que você necessita. Contate-os. Peça que guardem os envelopes para você!
4) Pergunte a seus pais e demais familiares se eles não têm quaisquer cartas antigas, que podem ter selos nos envelopes. Quando for recuperar este material, lembre-se de cortar por fora dos limites do selo, para não inutilizá-lo, deve haver papel em torno de todo o selo, e o selo e todas suas perfurações não devem estar danificados. Tenha cuidado ao retirar o selo do envelope. Há formas que permitem sua perfeita recuperação, sem que ele apresente rasgos ou afinamento do papel, que prejudicará a aparência e diminuirá seu valor. Se você receber envelopes antigos ou material que tenha marcas postais (carimbos) pode ser mais interessante conservar o envelope inteiro.
Considerando que agora que você tem selos colados no papel do envelope, portanto em fragmentos, o que fazer com eles? A maneira a mais comum de descolar os selos do papel é colocá-los em uma bacia com água fresca. Quando o papel desgrudar (após alguns minutos), seque-os então, em papel mata borrão ou em papel toalha.
Há muito a aprender sobre selos quando iniciamos a nossa coleção. O incrível é que quanto mais aprendemos, mais temos que aprender. São variados detalhes como por exemplo, as diferentes cores que podem existir em selos com o mesmo projeto, medidas diferentes da perfuração (denteação, que é o número de furos por lado do selo). Em geral, as principais variedades dos selos estão relacionadas nos bons catálogos. Ter acesso a um catálogo e a um clube filatélico próximo é muito útil até que você se decida a ter os seus próprios catálogos.
5) Os colecionadores mais antigos podem ser uma outra boa fonte de selos para os iniciantes. Eles podem ter muitas duplicatas e, em geral, os colecionadores eles gostam de ajudar os novos filatelistas cedendo-lhes material que não terá mais utilidade para ele, seja de modo gratuito, ou por preços bem abaixo daqueles que se pagaria em uma loja especializada.
6) Os clubes filatélicos são um outro lugar importante para os iniciantes. Um clube pode oferecer selos como prêmios, ou ter selos baratos à venda. Você deve procurar um clube nas proximidades de sua casa e frequentá-lo. Associe-se a ele. Caso não existe um clube em sua cidade, que tal tentar criar um? Com a ajuda da Internet, isso pode se tornar uma tarefa fácil. Basta entrar em contato com clubes já existentes e solicitar informações e ajuda para a criação de sua associação.
7) Procure em revistas pessoas que se interessem em trocar correspondência, principalmente no exterior. Obtendo um contato com essa pessoa solicite-lhe a troca de selos. Essa também pode ser uma boa fonte de material.
8) Trocar, comprar e vender seus selos em duplicata pode ser interessante e divertido. Procure em revistas e na internet, endereços de compra, venda e troca. Selos não fazem quase nenhum volume e seu peso é irrisório, logo, transacioná-los pelo correio é barato.
Colecionar selos não precisa ser um passatempo caro. São emitidos milhares de selos todos os anos, em todo o mundo e enquanto alguns deles custam caro, outros valem poucos centavos cada. Ninguém espera que você tente ter todos os selos que existem. Desfrute o prazer que a filatelia trás estudando os motivos dos selos e examinando suas características técnicas. Peça de presente aos familiares alguns acessórios, como um álbum pequeno e um pacote de charneira ou hawid, uma pinça, uma lupa. Por fim, lembre-se que o pequeno selo, barato e comum de hoje, pode se transformar em um bem algo mais valioso no futuro. Muitos selos baratos no passado se transformaram em selos valiosos com o passar dos anos. Mas fundamentalmente, não colecione com o pensamento voltado para o valor do material. A filatelia é antes de tudo, um entretenimento cultural. Portanto, pesquise, estude, aprenda. Caminhe pelo mundo que a filatelia lhe abre!
por Rubem Porto Jr.
Oque são selos?
Selo postal é uma estampa postal, adesiva ou fixa, bem com a estampa produzida por meio de máquina de franquear correspondência, destinadas a comprovar o pagamento da prestação de um serviço postal, de acordo com a Legislação brasileira.
Um selo postal é um papel adesivo que prova o pagamento de uma taxa por serviços postais. Normalmente um pequeno retângulo anexado a um envelope, o selo significa que a pessoa tem o envio total ou parcialmente pagos para a entrega. Os selos de correio são a mais popular forma de pagamento para correspondência varejo; alternativas incluem envelopes postais por exemplo. O estudo dos selos é Filatelia.
segunda-feira, 26 de julho de 2010
Como tirar ferrugem dos selos ?
Também já ouviu dizer que este fenômeno se designa vulgarmente por ferrugem, a qual ataca os selos de correio, os blocos, os diversos objectos de correspondência, etc. E se o Leitor consultar as páginas dum livro antigo, encontrará o mesmo fenômeno no bordo das respectivas páginas... Todavia, não se trata de qualquer tipo de ferrugem mas sim de colônias de minúsculos fungos papirícolas.
Existem 32 especies destes fungos da celulose e, entre eles, encontram-se 14 espécies do tipo papirícola, que deixam sobre o papel os pigmentos que lhes são caracteristicos:
A - Ascomycetios: - o Chaetomium glogosum (manchas amarelas esverdeadas); - o Eidomella papyricola (manchas vermelhas e verdes). B - os Fungiimperfecti:
B- Esperopridalios: - o Peyronella glomerata (manchas castanhas).
2. Hyphalios: a) os Dematiacios: - o PuI(ularia pullutans (manchas pretas); - o Cladosporium herbarum (manchas pretas); - o Stemphylium consortiale (manchas pretas); - o Stachybotris atra (manchas cinzentas); - o Alternaria tenuis (manchas violeta). b) os Tuberculariacios: - o Fusariuin culmorum (manchas vermelhas): - o Fusarium sambucinum (manchas amarelas). c) os Mucedinacios: - a Aspergillus terreus (manchas da cor beije); - a Botryclum piluliferum (manchas verdes); - a Vertici/Iius cinnabarnum (manchas da cor ocre).
Estes fungos adoram a celulose do papel e, também, gomas de origem vegetal e animal (por exemplo. a cola de peixe, utilizada durante a última guerra), os alcatrões, e a nicotina.
Tratando-se de fungos, é da sua natureza reproduzirem -se por esporos, dos quais a atmosfera está absolutamente saturada e que não pretendem outra coisa se não reproduzir-se... Urn pouco de umidade e... tudo começa !...
Como prevenir, ao máximo, esta "praga" Desde logo é necessário, caro leitor, que a sua coIeção seja guardada em local arejado ensolarado e sem ponta de umidade! Isto significa que o local em questão deve ser aquecido normalmente, no Outono e no lnverno.
O leitor deverá abster-se, rigorosamente, de fumar na sala ou gabinete onde se encontram guardadas as coleções e nos locais onde se efetuam as sessões de trocas filatélicas. Com efeito, o fumo infiltra-se por todo o lado e uma imperceptivel camada de alcatrão e de nicotina fica depositada em tudo, o que é suficiente para "dar de corner" aos fungos. Os classificadores e as folhas de albuns que estejam contaminadas devem ser simplesmente destruídas.
Os responsáveis pelas sessões de trocas nas associações filatélicas devem recusar-se terminantemente, a fazer circular os cadernos de selos que apresentem vestígios de fungos pois que os cadernos isentos destes poderão vir a ser contaminados, conjuntamente com os selos neles existentes e que, por sua vez, irão "infectar" as coleções dos filatelistas que eventualmente manuseiem tais cadernos (ou classificadores).
O leitor não deverá incluir nos seus álbuns e ou classificadores senão selos e documentos perfeitamente secos. Um pouco de sol pode completar a secagem das peças após a limpeza das mesmas ou a lavagem dos selos usados. Os filatelistas deveriam guardar todos os seus álbuns e classificadores dentro de caixas ou estojos, impedindo, assim, que a poeira penetre neles e, com esta, os esporos dos fungos. Se observarem os seus livros, verificarão que o bordo superior das respectivas páginas é a primeira zona a ser atacada pelos fungos. Os álbuns e classificadores devern ser guardados em móveis fechados isto é, com portas que podem ser de vidro, madeira ou outros materiais, pois isto será uma forma complementar de proteção.
A sua coleção, caro leitor, deve ser arejada regularrnente, de preferência em época seca. As peças sobre as quais haja a suspeita de terem sido "atacadas" devem ser imediatamente retiradas. Todas estas precauções de arrumação igualmente necessárias - e redobradas, se possivel... - no caso do leitor residir num perímetro de 20 km em relação ao local onde existam indústrias químicas petroliferas e a 60 km pelo menos se a sua residência estiver situada a favor de ventos dorninante em relação àquelas instalações industriais. 0 enxofre e outros produtos semelhantes poderão causar estragos irreparáveis nas suas coleções...
Eliminaçao dos fungos do papel
Se os selos sã usados (obliterados), é relativamente fácil destruir os fungos que os atacam e fazer desaparecer os seus vestígios. Um a um, os selos devem ser mergulhados numa solução de água e 20 a 30% de agua sanitária. O leitor deve deixar agir esta solução vigiando-a atentamente, até que as manchas dos fungos se tornem transparentes. Então, o selo deve ser imediatamente retirado desta solução de água/agua sanitária e mergulhado, com a ajuda de uma pinça, numa taça grande com água limpa, que deve ser renovada sempre que necessário e sem hesitação. 0 selo deve ser agitado, com cuidado, dentro da taça com água pura, com a ajuda da pinça, até uma perfeita e completa lavagem deste.
A secagem deve ser feita em seguida, sobre urn mata-borrão branco, corn a parte impressa do selo virada para baixo, isto é, para o mata-borrão base. Para os selos novos, o processo é mergulhá-Ios alguns instantes em tricloroetileno: (*) a goma será preservada. Com este processo, as marcas de alguns fungos desaparecerão; noutros, a sua proliferação será estancada. Se as manchas persistirem (o que geralmente acontece), não resta outra solução senão dar aos selos novos o mesmo tratamento dos selos usados, perdendo-se, naturalrnente, a goma...
Mas a verdadeira ferrugem também existe...
Nas prirneiras cadernetas ("carnets") de selos postais, impressas tipograficamente, a Iigacão da capa da caderneta aos selos propriarnente ditos, era feita mediante a aplicacão de grampos de ferro. Se estas cadernetas se rnantiverern guardadas em ambientes sujeitos a umidade, os grampos oxidam e criam, então, a verdadeira ferrugem. Esta ferrugem incrusta-se, geralmente, na superficie da folha onde é aplicado o grampo.
A operacão a considerar, neste caso, é a de Iimpar cuidadosarnente o grampo de todos os vestígios de ferrugem e de raspar, corn a major precaução, a zona do papel ou da cartolina atingida pela ferrugern, para retirar o óxido de ferro aí depositado.
Copyright: GUY PODEVIN Traducão do original frances: Vitor Falcgo
(*) NT: Cl-IC VCC1 2 Liquido volátil usado como solvente. E tambdm urn anestésico eficaz, sobretudo em pequenas intervenções.
sábado, 24 de julho de 2010
Como colecionar selos ?
- Passo 1
Vá a uma agencia dos correios e adquira selos novos do ano, pois ao comprar conforme os selos vão lançando, não fica tão caro visto que selos novos em geral não atingem R$3,00.
- Passo 2
Vá juntando selos usados de cartas que chegam a você, peça ajuda aos seus amigos família, mas lembre-se de que as vezes vale a pena guardar o envelope íntegro para melhor visualizar o carimbo e a data. Mas se voce quiser retirá-lo do envelope nesta primeira fase de "ajuntamento" recorte o envelope envolta do selo e acumule uma boa quantidade para que ao limpa-los, faça de uma só vez.
IMPORTANTE não tente arrancar o selo do envelope para ele não rasgar
Mais a frente colocarei um post aqui em que explicarei como limpar direitinho.. - Passo 3
Entre em contato com as associações filatélicas porque além de fazer amigos os mais experientes poderão e terão prazer em ajudá-lo.
- Passo 4
Compre selos através da internet, existem sites que vendem grande volume de selos a baixo preço, com otimas oportunidades por exemplo já comprei um pacote com 200 selos de aviões dos mais diversos paises por R$15,00 e me surpriendi na primeira compra já que vem super embalado e protegido. Além de existirem sites em que podes vender
Passo 5
Leilões ou exposições de produtos filatélicso, aproveite o tempo para olhar e fazer negócios.Coisas que você precisa:
Catálogos e Guias de Preço
Pinça
Classificador
Selos postais
Envelopes
Pequeno dicionário filatélico:
Aéreo: Selo criado para portear correspondência aérea. No Brasil foram emitidos a partir de 1927, e a última emissão data de 1966.
Aerograma: Missiva circulada por via aérea, com selos e carimbos especiais. Atualmente, o aerograma também representa papel especial, pré - franqueado (franquia já paga), para compor um envelope, vendido por várias Administrações Postais.
Álbum: Livro com folhas destacáveis ou não, para coleção de selos. Em alguns já está impressa a gravura do selo e, em outros, há necessidade da orientação de um catálogo para colocar os selos em ordem cronológica.
Assessoria Filatélica da ECT: Órgão ligado à Presidência da Empresa Brasileira de Correios e Telégrafos, responsável pela criação, fabricação e divulgação do selo postal brasileiro e pela política filatélica oficial em nosso País. Coordena, também, uma série de atividades culturais ligadas à filatelia, e organiza o patrimônio filatélico postal e telegráfico, para fins museológicos. Atualmente, o endereço da Assessoria Filatélica é: Edifício Sede da ECT, 20º andar, 70002 Brasília, DF.
Beneficência (Selo de ...): Selo vendido a preço superior ao de franquia, sendo a diferença utilizada em obras beneficentes.
Benzina: Derivado do petróleo utilizado para verificação de defeitos e filigranas nos selos, por meio do filigranoscópio. É encontrada nas drogarias. Deve-se utilizar somente benzina retificada.
Bilhete Postal: Cartão utilizado em correspondência, tendo já impresso o selo e, eventualmente, ilustrações relativa ao selo. Se, sobre o bilhete postal for colocado o selo correspondente e aplicado carimbo comemorativo correspondente (ou de primeiro dia), o bilhete será chamado máximo postal. Quando o cartão, o selo e o carimbo tiverem imagens idênticas, será chamado "maximum maximore".
Bisseto (Trisseto): Selo cortado ao meio (ou em três pedaços), para substituir valores esgotados. No Império eram cortados selos de 200 réis e de 300 réis para formar valores de 100 réis. As cotações dos bissetos são elevadas, especialmente quando em sobrecartas, comprovando sua autenticidade.
Bloco Comemorativo: É emissão oficial, com valor de franquia, emitida por razões filatélicas, composto de folha, em geral de pequenas dimensões, com a impressão de um ou diversos selos. Nas coleções, os blocos podem ser colecionados à parte. Os selos retirados dos blocos podem portear correspondência, e são, muitas vezes, colecionados ao lado dos selos comemorativos.
Bloco de Selos: Conjuntos de selos não destacados que não formem um par, umas quadra ou folha completa.
Burilagem: Fundo formado por linhas de diversas formas, sobre o qual é destacado o desenho principal do selo.
Cabeças Opostas: Mesmo que "Tête-bêche", do francês. Selos dispostos de cabeça para baixo, um em relação ao outro.
Cancelado: Selo novo que perde seu valor de franquia por ser desmonetizado.
Cantoneira: Pequeno pedaço de papel transparente, com goma em um lado e dobrado convenientemente no outro, usado para prender peças filatélicas.
Carimbo: Instrumento utilizado para imprimir sobre selo, geralmente, o local e a data de aplicação, inutilizando-o para nova franquia. Marca oposta aos selos com fim obliterador; marca de inutilização postal.
Carimbo Comemorativo: Carimbo com dizeres e figuras relativas a um evento especial.
Carimbo de 1º dia de circulação: Carimbo com a data de primeiro dia de circulação de determinada emissão.
Carimbo Mudo: Carimbos antigos, feitos de rolha, sem quaisquer dizeres, com desenhos específicos.
Centrado: Selo com margens de larguras iguais em todos os lados. Os selos descentrados sofrem desvalorização.
Chapa: Peça metálica utilizada para a impressão do selo.
Chapa Gasta: Chapa que apresenta impressão irregular em função do seu longo uso.
Chapa Retocada: Chapa que sofreu retoques e modificações depois de usada. Os selos impressos com chapas retocadas são, geralmente, colecionados à parte.
Charneira: Pequena tira de papel, em geral dobrada e com goma, utilizada para a fixação de selos.
Cinta: Cinta de papel com o selo impresso, utilizada há anos atrás para o envio de jornais, revistas, etc.
Clássico: É o selo antigo, em geral das primeiras emissões. No Brasil os selos clássicos são: "Olhos de Boi", emitidos em 1843; "Inclinados", emitidos em 1844 e "Olhos de Cabra", emitidos em 1850.
Centro Invertido: Variedade que corresponde à impressão com o quadro normal, mas o centro invertido. Às vezes o centro é normal e o quadro que é invertido. A verificação só pode ser feita com um par de selos.
Coleção: Conjunto de peças filatélicas dispostas de forma racional em um álbum ou classificador. A coleção pode ser tradicional, temática propriamente dita e temática por assunto.
Coleção por Assunto: Coleção onde se agrupam peças filatélicas relativas ao assunto da emissão. Na coleção por assunto destaca-se a finalidade da emissão.
Coleção Temática: Coleção que se desenvolve em torno de um tema. As peças filatélicas de uma coleção são utilizadas para demonstrar uma tese ou desenvolver uma idéia ou tema.
Coleção Tradicional: Coleção onde as peças filatélicas são agrupadas em ordem cronológica e por país de emissão.
Comemorativo: Selo emitido, com tiragem limitada, com o propósito de destacar eventos, fatos históricos, homenagear personalidades, etc. No Brasil os selos comemorativos têm período de circulação limitado.
Correio Filatélico - COFI: Publicação mensal editada pela Assessoria Filatélica da Presidência da ECT, dirigida não só ao filatelista, como ao público que se interessa por filatelia de um modo geral. As assinaturas, atualmente são gratuitas, podem ser pedidas à Assessoria Filatélica da ECT. O Cofi apresenta artigos de interesse sobre vários aspectos ligados à filatelia, bem como a relação mensal de emissões e carimbos lançados pela ECT.
Cortado: O mesmo que bisseto (trisseto).
Cortado em linha: É o selo que apresenta pequenos sulcos nas margens, para facilitar a separação.
Data de Emissão: Data do lançamento de um selo ou série de selos.
Defeito: São os seguintes os defeitos encontrados nos selos: adelgaçados, cortes, dobras, falta de picote, rasgos, reparos, cor desbotada, etc.
Denteado: Perfuração produzida à volta do selo, por máquinas especiais, para facilitar a separação. Selos com picotes ou dentes produzidos à sua volta, por máquinas especiais, para facilitar a separação.
Denteação: Medida do número de dentes, ou picotes, em cada margem do selo. A denteação é obtida pelo odontômetro.
Descentrado: Selo cuja impressão está fora do centro relativamente às margens.
Desmonetizado: Selo que, por determinação oficial, não pode ser mais usado para franquear correspondência.
Dupla Impressão:Variedade obtida por duas imagens perfeitamente delineadas.
Edital: Impresso emitido pelas Administrações Postais com a finalidade de oficializar o lançamento de uma peça filatélica. No Brasil, os editais contêm a reprodução do selo emitido e o histórico (em português, francês e inglês). Reputamos o edital de muita importância, no ponto de vista cultural, pois traz um histórico completo nas três línguas mencionadas, do motivo do lançamento do selo. Os estudantes enriquecem sobremaneira sua bagagem cultural, conhecendo os editais do lançamento do selo. Em cada emissão de selos brasileiros sai um edital e, quase sempre, um envelope com o carimbo do 1º dia de circulação.
Emissão: Número de selos emitidos, por determinação oficial.
Escolha: Classificação dada a um selo em função de seu estado. Os selos de primeira escolha não apresentam defeitos. Dependendo da gravidade do defeito, o selo é classificado como de segunda escolha ou terceira escolha. As cotações de catálogo são dadas para selos de primeira escolha.
Envelope de primeiro dia de circulação: Envelope com selo, ou série de selos, obliterados com a data do 1º dia de emissão. Em geral, vêm no envelope, a menção de "1º dia". É conhecido por FDC (First Day Cover).
Esfolado: O mesmo que adelgaçado.
Especialista: Colecionador que se restringe a determinados tipos de selos ou coleções.
Especimen ou Espécime ou Amostra: É o próprio selo, utilizado pelas Administrações Postais, para divulgação.
Expresso: Selo especial utilizado para correspondência expressa, isto é, para entrega diretamente ao destinatário.
Fac - Simile: Reprodução de um selo. (Como exemplo, em 1943, por ocasião do 1º centenário do "Olho de Boi", foi emitido um fac-smile do mesmo, diferenciando-se do original, com o acréscimo da palavra centavos, depois dos valores.
Falso: Selo impresso para lesar o Correio e os filatelistas. Há inúmeras falsificações, algumas famosas. Nos catálogos, em geral, há indicações de selos que foram falsificados. Há falsificações, também, de carimbos. Na verificação de autenticidade de um selo, são elementos valiosos: tipo de papel, filigranas, tinta, goma. Denteação, detalhes do desenho, cor, etc.
Ferrugem: Manchas que aparecem no selo, com o tempo. É importante manter o selo em ambientes secos para evitar o aparecimento da ferrugem. É possível eliminar a ferrugem através de lavagem química, embora muitos filatelistas prefiram manter os selos enferrujados. Em geral a ferrugem é progressiva podendo danificar o selo irremediavelmente.
Filatelia: Hábito, arte, ciência e mania de colecionar selos. Estudo e pesquisa de todos os fatos associados ao selo, desde a idéia de sua impressão até sua circulação.
Filatelista: Colecionador adiantado de selos, estudioso da filatelia em geral.
Filigrana: Marca d'água encontrada em alguns papéis usados na confecção de selos.
Filigranoscópio: Acessório usado para verificar a filigrana de um selo e eventuais defeitos.
F.I.P.: Federação Internacional de Filatelia, com sede em Genebra.
Folha Comemorativa: Mesmo que folhinha.
Folhinha: Peça filatélica impressa oficialmente ou particularmente em papelão ou papel grosso, para fins filatélicos, destacando determinado evento. A folhinha não tem valor de franquia.
Fosforescente: Papel com substância luminescente, utilizado na tiragem eletrônica de correspondência. É visível facilmente com a lâmpada de quartzo.
Fragmento: Pedaço de envelope ou carta contendo selo carimbado.
Franquia: Pagamento de porte de carta e demais remessas postais. Pode ser manual, através de selos, ou mecânica de franquia.
Goma: Substância adesiva utilizada para a fixação de selos. Às vezes os selos já vêm gomados; às vezes, não. Os catálogos mencionam o fato. A goma pode ser original, posta no selo desde sua emissão. Há casos em que os selos são regomados, quando é posta goma no selo, após sua emissão. O selo regomado é desvalorizado em relação ao selo novo, com goma original.
Gravado: Selo impresso por meio de chapa metálica, onde são gravadas as linhas do desenho. Quando a chapa, após receber a tinta, entra em contato com o papel, a tinta que estava nos sulcos do desenho gravado na chapa, passa para o papel, formando pequenos relevos. Examinando-se um selo gravado, notam-se, pelo tato, tais relevos. O processo também é chamado talho doce. O selo gravado também é reconhecido pela finura da impressão.
Hawid: Bolsa protetora formada por duas folhas de plástico, sendo pelo menos uma transparente. O hawid é cortado ligeiramente maior que o selo, e colado diretamente sobre o álbum. O selo, por sua vez, é colocado dentro do hawid, sem necessidade de charneira. Além de proteger o selo, sem deixar qualquer marca no mesmo, na colocação no álbum, torna a página mais estética, mais artística.
Heliogravura: O mesmo que rotogravura. Processo de impressão a partir da gravação de uma imagem em uma chapa, por processo químico, onde aparecem pequenas reentrâncias mais ou menos profundas em função da intensidade da cor. Após a tintagem da chapa, em forma de cilindro, é utilizada uma lâmina de aço que retira a tinta depositada no cilindro, menos nas reentrâncias. Logo após, a imagem é transferida para o papel. Examinado-se um selo heliogravado, com uma lente, observamos as superfícies uniformes e lisas.
Inclinados: Selos do Brasil emitidos em 1º de Junho de 1844, representando algarismos inclinados. Foram os segundos selos emitidos pelo Brasil.
Inteiro: Palavra usada para designar os envelopes, cartões postais, cintas, etc., trazendo um selo impresso.
Invertido: Selo impresso em posição invertida relativamente aos outros selos da folha. A inversão também pode ocorrer com o centro (centro invertido), quadro (quadro invertido), filigrana, sobrecargas, carimbos, etc.
Jornal (Selo de): Selo utilizado para porteamente de jornais. No Brasil, as primeiras edições dos selos de jornal, datam de 1889.
Lâmpada de Quartzo: Lâmpada de raios ultravioletas, utilizada para examinar selos relativamente à autenticidade, goma, defeitos, cores, etc.
Lavado: Selo que, por processo químico ou por imersão em água, passou por processo de lavagem. O Processo químico é utilizado em especial quando o selo está enferrujado. Ver ferrugem. Às vezes o processo químico é utilizado para tirar a tinta de uma obliteração, dando a impressão de que o selo não foi utilizado, há selos, em especial do império, que parecem sem uso, mas que já foram obliterados (especialmente à pena) e, posteriormente, lavados. Olhando-se o selo contra a luz ou com lâmpada de quartzo, é possível verificar se o selo foi carimbado ou não.
Legenda: Inscrições que aparecem no selo.
Litografado: Selo impresso sobre pedra. A diferença principal entre os selos litografados e os selos gravados ou tipografados, está em que nos primeiros a cor é menos viva, a impressão menos limpa, e não há no verso, traços de relevo (sinais de recalque).
Mancolista: Lista dos selos e peças filatélicas que faltam em uma coleção. É comum o filatelista enviar sua mancolista à comerciantes filatélicos - quando interessado em compras - ou a outros filatelistas, quando interessado em trocas.
Marcofilia: O mesmo que carimbologia. Estudo e arte de colecionar carimbos e marcas postais.
Marcofilista: Estudioso e colecionador de carimbos e marcas postais.
Margem: Espaço entre o desenho do selo e seu contorno.
Margem curta: Margem menor do que o mínimo admissível para selos não picotados. Nos "Olhos de Boi" por exemplo, margens com menos de 1mm são consideradas curtas.
Marmorizado: Variedade de selo representada por um papel onde aparecem, especialmente contra a luz, ondulações semelhantes às que aparecem no mármore. Nos selos marmorizados não aparecem filigranas. O primeiro selo marmorizado no Brasil, apareceu na emissão sobre o Congresso do Panamá em 1956, com a efígie do Presidente Juscelino Kubistchek.
Máximo Postal: Peça filatélica formada por cartão, selo aposto ao cartão e carimbo, todos eles se referindo ao motivo do selo. Quando as imagens no selo, no cartão e no carimbo forem idênticas, o máximo é chamado "máximum maximore". A emissões de máximos são pouco freqüentes.
Micrômetro: Aparelho utilizado para medida de pequenas espessuras. A espessura do papel do selo é elemento fundamental para sua classificação. Em muitos casos ocorrem variedades correspondentes a diferentes espessuras de papel.
Não emitido: Selo que não entrou em circulação, por determinação oficial. É não omitido, por exemplo, o selo "Auriverde" de 1878, do Brasil, papel tintado. Os selos não emitidos são cotados normalmente nos catálogos.
Novo: Selo não carimbado. Regra geral, os selos novos, em especial com goma original, valem mais do que os selos usados (carimbados). Há casos, entretanto, em que os selos carimbados valem mais do que os novos; é o caso, por exemplo, da série "campanha constitucionalista de São Paulo" emitida em 1932. Justifica-se o fato, por ter sido suspensa a circulação, quando poucos tinham sido usados, sobrando, portanto, maior número de novos selos.
Nuance: Mesmo que matiz. Graduação de uma cor.
Obliteração: Mesmo que carimbo. Marca de inutilização postal.
Obliterado: O mesmo que carimbado
Obliterado à pena: Selo inutilizado por marca de tinta produzida por pena. Em muitos selos do Império aparecem obliterações à pena e a lápis.
Odontômetro: Acessório para determinar denteação (medir denteação).
Off - set: Processo de impressão onde uma chapa de zinco e alumínio é gravada quimicamente; a imagem é transferida para um cilindro de borracha, e, finalmente, é feita a impressão sobre papel, a partir do cilindro. Examinando-se um selo impresso em off-set, observamos, com a lente, pequenos pontos de cor (superfícies granuladas).
Oficial: Selo utilizado para correspondência oficial. No Brasil, os selos oficiais foram utilizados entre 1906 e 1920.
Olhos de boi: Primeiros selos emitidos pelo Brasil, em 1843, com os valores: 30, 60 e 90 réis. Foram os terceiros selos impressos no mundo. Assim foram apelidados, por trazerem em sua estampa, certa semelhança com um olho de boi.
Olhos de Cabra: Segundos selos emitidos pelo Brasil, em 1850, nos valores: 10, 20, 30, 60, 90, 180, 300 e 600 réis. Têm dimensões menores que os Olhos de Boi.
Olhos de Gato: Selos emitidos em 1854, nos valores 10, 30, 280 e 430 réis. Enquanto os Olhos de boi e os olhos de cabra foram impressos com tinta preta, os olhos de gato são coloridos (azul, vermelho e amarelo).
Padrão 1894: Selos emitidos de 1894 a 1906, dos tipos "Madrugada Republicana", "República" e "Comércio".
Papel Acetinado: papel macio e ligeiramente lustroso.
Papel "couche": Papel cuja superfície é muito lisa e brilhante revestida de uma finíssima camada de gesso. É chamado, também, papel gessado.
Papel película: Papel muito fino que se assemelha à pele de cebola. Também chamado "papel cebola".
Papel pintado: Mesmo que papel tintado. Papel colorido por meio de impressão prévia com tinta de fundo em tom mais claro que a cor do selo. Também o papel que aparece colorido pela infiltração da tinta de impressão do próprio selo.
Papel tintado: Mesmo que papel pintado.
Papel Tramado: Papel que apresenta, por transparência, uma trama fina.
Par: Dois selos iguais unidos horizontal ou verticalmente (par horizonte e par vertical).
Par inverso: O mesmo que "Tête-bêche".
Penny Black: Primeiro selo postal adesivo do mundo, lançado na Inglaterra, em 06 de Maio de 1840. Tem cor preta, traz e efígie da Rainha Vitória e tem valor facial de 1 penny.
Picotagem Mista: O mesmo que picotagem composta. É a picotagem ou denteação que apresenta dois ou mais valores diferentes no mesmo selo.
Plissado: Selo com dobras acidentais produzidas durante o processo de impressão.
Prancha: Conjunto de clichês, geralmente de um mesmo valor, com os quais se imprimem os selos em folhas inteiras.
Precursores: O mesmo que pré-filatélicos. São carimbos e marcas postais utilizadas antes do aparecimento do selo postal adesivo.
Prova de Prelo: Primeira prova da impressão do selo utilizada para eventuais correções antes da impressão definitiva.
Provisório: Selo, em geral com sobrecarga, utilizado para suprir a falta de valores em uma emissão normal.
Quadra: Conjunto formado por quatro selos unidos dois a dois.
Reimpressão: Nova tiragem de um selo, com a mesma chapa original, por determinação oficial. Nas reimpressões podem aparecer modificações em relação à primeira impressão: nuances de cor, chapa gasta, etc.
Reinciso: Selo onde aparecem sinais de duplo recalque parcial em alguns pontos de gravura.
Reparado: Selo consertado habilmente. A olho desarmado é difícil verificar se um selo é reparado ou não. Há inúmeras peças, em especial "Olhos de Boi" e "Inclinados", que foram reparados. Os selos raros reparados não são desprezados; perdem, entretanto, grande parte de seu valor. O selo reparado pode ser examinado com o filigranoscópio ou com uma lâmpada de quartzo.
Rotogravura: O mesmo que heliogravura.
Rowland Hill: Parlamentar inglês, criador do primeiro selo postal, o famoso "penny black".
Selo ordinário: Selo emitido, sem limite de tiragem, utilizado basicamente para portear correspondência. Mesmo que selo regular. Em geral o selo ordinário não está associado a datas ou eventos, o que não acontece com o selo comemorativo.
Selo comemorativo: Ver comemorativo.
Série: Conjunto de selos diferentes de uma mesma emissão, relacionados pelo mesmo tema.
Série bisneta: Selos regulares emitidos entre 1954 e 1964. Série netinha: Selos regulares emitidos entre 1941 e 1954.
Série Netinha: Selos regulares emitidos entre 1941 e 1954.
Série vovó: Selos regulares emitidos entre 1920 e 1940.
Sinete: Marca postal usada sobre lacra, deixando a correspondência inviolável.
Sobrecarga: Inscrição aplicada sobre um selo, modificando o seu valor facial ou sua destinação.
Sobrecarta: Mesmo que envelope.
Sobretaxa: Inscrição aplicada sobre um selo, modificando o seu valor facial.
Taxa devida: Selo utilizado para completar franquia insuficiente.
Telégrafo: Selo de Telégrafo. Utilizado para pagamento de transmissão telegráfica.
Temática: Ver coleção temática.
Tipografado: Selo impresso em tipografia, isto é, processo tipográfico, utilizando tipos e clichês em relevo. A característica básica do selo tipografado é o relevo ou recalque notado, freqüentemente, no verso do selo.
Tiragem:Número de selos de uma emissão.
U.P.U.: União Postal Universal. Organização, com sede em Berna, na Suíça, responsável pela política postal internacional.
Valor facial: Valor inscrito no selo.
Variedade: Selo com modificações em relação ao selo tipo. A variedade é constante em alguns selos de uma emissão, pois é originada na fase da impressão. Por exemplo, o selo no canto superior direito de cada folha pode apresentar um traço interrompido. Este selo vai representar uma variedade em relação ao selo tipo. Há variedades de cor, características do desenho, erros de desenho, falta de cor em alguns lugares, ou totalmente, filigranas, etc. Algumas variedades são catalogadas. Há filatelistas à cata de variedades, e pagam, às vezes, quantias vultosas para enriquecerem a sua coleção.
Vinheta: Ornato tipográfico de uma só peça.
Xipófagos: Dois selos "Olhos de Boi", de valores diferentes, unidos. São raríssimos e de alto valor.
Zeppelin: Selo usado para porteamento de correspondência transportada pelos Zeppelins. Foram emitidos em 1930.
Para qualquer dúvida que esteja ao meu alcance, estou a disposição, basta enviar-me um e-mail que responderei o mais breve possível.Saudações filatélicas ! ! !
Catálogo completo RHM 2008 (BRASIL)
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